Brookfield aposta em mercado imobiliário brasileiro

A gestora canadense Brookfield anunciou na terça-feira, 20, uma reestruturação de seus negócios de incorporações imobiliárias para crescer neste segmento no Brasil, que passa por uma de suas maiores crises de sua história.

Essa divisão de negócios, que abriga empreendimentos residenciais e comerciais, passará a se chamar Tegra e vai fazer novos lançamentos para atender à classe média, afirmou à reportagem Ubirajara Freitas, presidente dessa unidade da gestora.

Com US$ 250 bilhões de ativos sob gestão no mundo, dos quais R$ 60 bilhões estão alocados no Brasil em diversos setores, a Brookfield está agressiva na compra de terrenos para levantar empreendimentos imobiliários nos Estados de São Paulo e Rio.

A gestora não descarta adquirir terrenos de construtoras que passam por dificuldades financeiras neste momento e até mesmo comprar obras em andamento que têm bancos privados como credores.

Freitas não disse, contudo, se há negociações em andamento nesse sentido. “Olhamos todas as oportunidades e não descartamos olhar ativos estressados”, afirmou.

A Tegra, ex-Brookfield Incorporações, tem neste momento 27 projetos imobiliários, que incluem obras em andamento e as já lançadas, mas que ainda não foram iniciadas.

A gestora pode encerrar o ano com 30 projetos. Nesta divisão de incorporações imobiliárias, a Tegra tem R$ 3,5 bilhões já investidos e tem uma projeção de R$ 1,6 bilhão de VGV (Valor Geral de Venda) para novos projetos já programados este ano, mas que pode chegar até R$ 3 bilhões em 2019. A gestora atua neste segmento no Brasil desde 1978.

O executivo diz que a meta é buscar consumidores com renda média de R$ 8 mil, interessados em empreendimentos da Brookfield. Segundo ele, os distratos (rompimentos de contratos) preocupam, mas a Tegra tem reduzido ano a ano.

Para este ano, os distratos da companhia devem chegar a R$ 750 milhões, ante R$ 1 bilhão em 2016 e R$ 1,4 bilhão em 2015.

Segundo ele, a perspectiva para o cenário econômico é de melhora, uma vez que o risco de cassação da chapa Dilma/Temer foi descartada pelo TSE e a possibilidade de impeachment do presidente Michel Temer é baixa. Diante disso, espera uma retomada da economia.

Em meio à recessão que se abateu sobre o Brasil, a Brookfield tem sido uma das maiores compradoras de ativos do País. Nos últimos meses, concluiu a compra do gasoduto NTS, que pertencia à Petrobras, e a aquisição de 70% da Odebrecht Ambiental.

 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

http://exame.abril.com.br/negocios/brookfield-aposta-em-mercado-imobiliario-brasileiro/

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